Chegando lá, a música soou em um ritmo calmo e emocionante. As luzes se apagaram. Então ela chegou, todos ficaram de pé e sentiram a mesma emoção que ela sentia. Aquele era o seu dia. Ela desfilou pelo tapete, as palmas não paravam de surgir. Ela sorria sem descrição.
O violão solava o fim da música. Seus amigos choravam, sua família sentia cada vez mais orgulho. Um terço de sua vida havia terminado hoje.
Então ela dançou a valsa da Cinderela com seu pai. Parecia sim uma princesa em seu conto de fadas. Depois, de surpresa ele apareceu. Seu sorriso iluminou. Ela correu até ele e o abraçou. Talvez tenha sido o abraço mais sincero de suas vidas. Ele conduziu a mão dela, esticando-a. Ela levantou a outra posicionando no ombro dele.
Os dois dançavam, mais que isso, flutuavam. Sentiam na pele a mesma emoção. O arrepio surgia nas costas dela. A mão dele segurava-a com mais firmeza. Os dois compartilhavam o mesmo sentimento, a mesma falta de ar. Arrebatador.
Joana C. Fernandes
Nenhum comentário:
Postar um comentário