segunda-feira, 27 de setembro de 2010

15.

        Ela estava linda; bem vestida, cabelos lisos e salto alto. Seu sorriso esbanjava toda sua alegria. Aquele era o dia mais importante de sua vida. Ela desceu as escadas, toda sua família sentia orgulho e mostrava sorrisos. Seu pai pegou sua mão e a conduziu até o carro.
        Chegando lá, a música soou em um ritmo calmo e emocionante. As luzes se apagaram. Então ela chegou, todos ficaram de pé e sentiram a mesma emoção que ela sentia. Aquele era o seu dia. Ela desfilou pelo tapete, as palmas não paravam de surgir. Ela sorria sem descrição.
        O violão solava o fim da música. Seus amigos choravam, sua família sentia cada vez mais orgulho. Um terço de sua vida havia terminado hoje.
Então ela dançou a valsa da Cinderela com seu pai. Parecia sim uma princesa em seu conto de fadas.                 Depois, de surpresa ele apareceu. Seu sorriso iluminou. Ela correu até ele e o abraçou. Talvez tenha sido o abraço mais sincero de suas vidas. Ele conduziu a mão dela, esticando-a. Ela levantou a outra posicionando no ombro dele.
        Os dois dançavam, mais que isso, flutuavam. Sentiam na pele a mesma emoção. O arrepio surgia nas costas dela. A mão dele segurava-a com mais firmeza. Os dois compartilhavam o mesmo sentimento, a mesma falta de ar. Arrebatador.

Joana C. Fernandes

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